terça-feira, 22 de novembro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
Diga não ao bullying! - William Medeiros de Souza
De Bullying, agora vou falar
Preste muita atenção,
Pare para me escutar
E guardar no coração.
Hoje nossas escolas
Cheias de violência estão,
Garotos que agridem os outros
Só para chamar a atenção.
Afrontas e discussões
Acarretadas por valentões,
Que se sobrepõe aos demais
Só por se acharem os tais.
Apelidos, risadas,
Fofocas e humilhações,
São brincadeiras exageradas
Que machucam os corações.
Magrelo, dentuço,
Gorducho, sem noção,
Palavras inconscientes
Que se tornam uma agressão.
Quem bate
Quem machuca,
Você sabe!... Precisa da nossa ajuda,
Pois crescem sofrendo agressão,
E podem futuramente
Entrar em depressão!
E quem pode tirar essa ideia
De uma mente doentia?
Que foi alimentada com ódio
E humilhação a cada dia!
Cadê o companheirismo?
Cadê a gentileza?
Agora convertido
Em ira e tristeza!
Por isso, agora um alerta
Aos pais eu vou dar,
Converse com seus filhos
Para o “bullying” evitar.
Diga não ao “bullying”
Diga não a esta prática inconsciente,
Respeite o seu próximo
E conviva com o diferente!
*** William Medeiros de Souza é meu aluno, do 2º ano B / 2011.
sábado, 29 de outubro de 2011
O Império da Vaidade - Paulo Moreira Leite
Você sabe por que a televisão, a publicidade, o cinema e os jornais defendem os músculos torneados, as vitaminas milagrosas, as modelos longilíneas e as academias de ginástica? Porque tudo isso dá dinheiro. Sabe por que ninguém fala do afeto e do respeito entre duas pessoas comuns, mesmo meio gordas, um pouco feias, que fazem piquenique na praia? Porque isso não dá dinheiro para os negociantes, mas dá prazer para os participantes.
O prazer é físico, independentemente do físico que se tenha: namorar, tomar "milk-shake", sentir o sol na pele, carregar o filho no colo, andar descalço, ficar em casa sem fazer nada. Os melhores prazeres são de graça - a conversa com o amigo, o cheiro do jasmim, a rua vazia de madrugada -, e a humanidade sempre gostou de conviver com eles. Comer uma feijoada com amigos, tomar caipirinha no sábado é também uma grande pedida. Ter um momento de prazer é compensar muitos momentos de desprazer. Relaxar, descansar, despreocupar-se, desligar-se da competição, da áspera luta pela vida - isso é prazer.
Mas vivemos num mundo onde relaxar e desligar-se se tornou um problema. O prazer gratuito, espontâneo está cada vez mais difícil. O que importa, o que vale, é o prazer que se compra e se exibe, o que não deixa de ser um aspecto da competição. Estamos submetidos a uma cultura atroz, que quer nos fazer infelizes, ansiosos, neuróticos. As filhas precisam ser Xuxas, as namoradas precisam ser modelos que desfilam em Paris, os homens não podem assumir sua idade.
Não vivemos a ditadura do corpo, mas seu contrário: um massacre da indústria e do comércio. Querem que sintamos culpa quando nossa silhueta fica um pouco mais gorda, não porque querem que sejamos mais saudáveis - mas porque, se não ficarmos angustiados, não faremos mais regimes, não compraremos mais produtos dietéticos, nem produtos de beleza, nem roupas e mais roupas. Precisam de nossa impotência, da nossa inse gurança, da nossa angústia.
O único valor coerente que essa cultura apresenta é o narcisismo. Vivemos voltados para dentro, à procura de mundos interiores (ou mesmo vidas anteriores). O esoterismo não acaba nunca - só muda de papa a cada Bienal do Livro -, assim como os cursos de autoconhecimento, auto-realização e, especialmente, autopromoção. O narcisismo explica nossa ânsia pela fama e pela posição social. É hipocrisia dizer que entramos numa academia de ginástica porque estamos preocupados com a saúde. Se fosse assim, já teríamos arrumado uma solução para questões mais graves, como a poluição que arrebenta os pulmões, o barulho das grandes cidades, a falta de saneamento.
Estamos preocupados em marcar a diferença, em afirmar uma hierarquia social, em ser distintos da massa. O cidadão que passa o dia à frente do espelho, medindo o bíceps e comparando o tórax com o do vizinho do lado, é uma pessoa movida por uma necessidade desesperada - precisa ser admirado para conseguir gostar de si próprio. A mulher que fez da luta contra os cabelos brancos e as rugas seu maior projeto de vida tornou-se a vítima preferencial de um massacre perpetrado pela indústria de cosméticos. Como foi demonstrado pela feminista americana Naomi Wolf, o segredo da indústria da boa forma é que as pessoas nunca ficam em boa forma: os métodos de rejuvenescimento não impedem o envelhecimento, 90% das pessoas que fazem regime voltam a engordar, e assim por diante. O que se vende não é um sonho, mas um fracasso, uma angústia, uma derrota.
Estamos atrás de uma beleza frenética, de um padrão externo, fabricado, que não é neutro nem inocente. Ao longo dos séculos, a beleza sempre esteve associada ao ócio. As mulheres do Renascimento tinham aquelas formas porque isso mostrava que elas não trabalhavam. As belas personagens femininas do romantismo brasileiro sempre tinham a pele branca, alabastrina -, qualquer tom mais moreno, como se sabe, já significava escravidão e trabalho. Beleza é luta de classes. Estamos na fase da beleza ostentatória, que faz questão de mostrar o dinheiro, o tempo livre para passar tardes em academias e mostra, afinal, quem nós somos: bonitos, ricos e dignos de ser admirados.
O prazer é físico, independentemente do físico que se tenha: namorar, tomar "milk-shake", sentir o sol na pele, carregar o filho no colo, andar descalço, ficar em casa sem fazer nada. Os melhores prazeres são de graça - a conversa com o amigo, o cheiro do jasmim, a rua vazia de madrugada -, e a humanidade sempre gostou de conviver com eles. Comer uma feijoada com amigos, tomar caipirinha no sábado é também uma grande pedida. Ter um momento de prazer é compensar muitos momentos de desprazer. Relaxar, descansar, despreocupar-se, desligar-se da competição, da áspera luta pela vida - isso é prazer.
Mas vivemos num mundo onde relaxar e desligar-se se tornou um problema. O prazer gratuito, espontâneo está cada vez mais difícil. O que importa, o que vale, é o prazer que se compra e se exibe, o que não deixa de ser um aspecto da competição. Estamos submetidos a uma cultura atroz, que quer nos fazer infelizes, ansiosos, neuróticos. As filhas precisam ser Xuxas, as namoradas precisam ser modelos que desfilam em Paris, os homens não podem assumir sua idade.
Não vivemos a ditadura do corpo, mas seu contrário: um massacre da indústria e do comércio. Querem que sintamos culpa quando nossa silhueta fica um pouco mais gorda, não porque querem que sejamos mais saudáveis - mas porque, se não ficarmos angustiados, não faremos mais regimes, não compraremos mais produtos dietéticos, nem produtos de beleza, nem roupas e mais roupas. Precisam de nossa impotência, da nossa inse gurança, da nossa angústia.
O único valor coerente que essa cultura apresenta é o narcisismo. Vivemos voltados para dentro, à procura de mundos interiores (ou mesmo vidas anteriores). O esoterismo não acaba nunca - só muda de papa a cada Bienal do Livro -, assim como os cursos de autoconhecimento, auto-realização e, especialmente, autopromoção. O narcisismo explica nossa ânsia pela fama e pela posição social. É hipocrisia dizer que entramos numa academia de ginástica porque estamos preocupados com a saúde. Se fosse assim, já teríamos arrumado uma solução para questões mais graves, como a poluição que arrebenta os pulmões, o barulho das grandes cidades, a falta de saneamento.
Estamos preocupados em marcar a diferença, em afirmar uma hierarquia social, em ser distintos da massa. O cidadão que passa o dia à frente do espelho, medindo o bíceps e comparando o tórax com o do vizinho do lado, é uma pessoa movida por uma necessidade desesperada - precisa ser admirado para conseguir gostar de si próprio. A mulher que fez da luta contra os cabelos brancos e as rugas seu maior projeto de vida tornou-se a vítima preferencial de um massacre perpetrado pela indústria de cosméticos. Como foi demonstrado pela feminista americana Naomi Wolf, o segredo da indústria da boa forma é que as pessoas nunca ficam em boa forma: os métodos de rejuvenescimento não impedem o envelhecimento, 90% das pessoas que fazem regime voltam a engordar, e assim por diante. O que se vende não é um sonho, mas um fracasso, uma angústia, uma derrota.
Estamos atrás de uma beleza frenética, de um padrão externo, fabricado, que não é neutro nem inocente. Ao longo dos séculos, a beleza sempre esteve associada ao ócio. As mulheres do Renascimento tinham aquelas formas porque isso mostrava que elas não trabalhavam. As belas personagens femininas do romantismo brasileiro sempre tinham a pele branca, alabastrina -, qualquer tom mais moreno, como se sabe, já significava escravidão e trabalho. Beleza é luta de classes. Estamos na fase da beleza ostentatória, que faz questão de mostrar o dinheiro, o tempo livre para passar tardes em academias e mostra, afinal, quem nós somos: bonitos, ricos e dignos de ser admirados.
Alunos 2010 - 3º ano C
Literatura - Ensino Médio
Adriana Damazio Gama
Aldomiro Chemenes Sutil
Algimiro Chaves de Araújo Júnior
Allan dos Santos Medeiro
Ana Paula Camargo Bezerra
Anderson Silvério do Prado
Bruna Vieira dos Santos
Caio Henrique Figueiredo dos Santos
Carlos Eduardo dos Santos
Carlos Rafael Martins da Silveira
Daiane Gomes dos Santos
Douglas Marcelo Leite
Edisséia de Oliveira Gomes
Edna Sales dos Santos
Elaine Regina Matos de Freitas
Elias Gomes Júnior
Flávia Cristina Gonçalves da Silva
Flávio Lorentz Reinhel
Franceli Gonçalves de Freitas
Franciele dos Santos Silva
Francielly Maíra das Neves Lima
Franklin Moreno da Silva
Gislaine Vilhalva das Merces
Ilana Michelle Rodrigues Moreira
Jó Henrique Cardoso Farias
Julio Belchior Correa
Kemertton Fernando Pereira
Leidiane Fortunato Ramos
Luana Sanches Gomes
Lucimar Calisto de Oliveira
Magda Paiva dos Santos
Mariane Rodrigues Martins
Mayara Paula Américo Martins
Noeli Bórnia
Patrícia Pereira Lima
Rafael Dias Gomes
Raphael Rodrigues Moreira
Roberlei da Silva Nunes
Sílvia Lima Caldeira
Tauane Adriele Flores M. Cavalheiro
Valéria Alexandra Benites
Valquíria Teixeira Lima
Willian Andreoli Rodrigues
Rafael Rodrigues do Nascimento
Kamila Fernandes Leandro
Fernando Pereira
Eliandra Barbosa
Luiz Alves Filho
Adriano Amaral
Alisson Rosa
Fabiane Prestes
Priscila Fonseca
Bianca Silva
Alunos 2010 - 1º ano I
Literatura - Ensino Médio
Abner de Oliveira Couto
Amanda Fernandes do Nascimento
Ana Carolina Pereira de Souza
Ana Vitória Macedo de Souza
Arnouvo Duarte de Melo
Carina Luana Barbosa Ferreira
Cassiano Gomes Ayres
Charles Volubueff de Souza
Danilo Ricardo Rodrigues Fernandes
Douglas Kendy Noguchi de Carvalho
Eliseu de Oliveira Couto
Everton Douglas A. da R. Sorjoani
Grasiela Aparecida Barbosa
Henrique Ângelo Lazzari
Ivonete da Costa Soares
Jeferson Oliveira de Souza
Karoline da Silva Suzuki
Leomar Augusto Teixeira
Letícia Souza de Oliveira
Lucas Pinto da Rocha
Osiane Pereira Lemos
Patrícia Acosta Santana
Patrick Sorrilha Gomes
Priscila Cerdeira dos Santos
Rafael Ferreira da Silva
Rafael Geferson Ferreira
Ricardo dos Santos Martins
Tamires Barbosa das Merces Martins
Thayla de Oliveira Florenciano
Thiago Rony de Souza Lopes
Vanessa dos Santos
Wagner Weslley Goulart
Welker Wernner Dias Ajala
Carlos Lechuga
Rafael Castilho
Jussara Barros
Raíssa Alonso
Diego Recalde Abreu
Carmélia Cunha
Raisson Souza
Dyéssica Freitas
Flávio Aristimunho do Nascimento
Tiago Veiga
Juliane Alencar
Andressa Souza
Edgar Santos
Robert Volubueff de Souza
Camila Vehara
Dayane Souza
Atos Ferreira
Eduardo Oliveira
Alunos 2010 - 1º ano D
Literatura - Ensino Médio
Beatriz dos Santos Cardoso
Caíque Nogueira do Nascimento
Carlos Henrique Escurra Lechuga
Caroline da Silva Soares
Crislaine Xavier de Azevedo
Cristiane Tiago dos Santos
Flávio Aristimunho do Nascimento
Janaina Fernandes Gonçalves
Jary Pereira de Carvalho Júnior
Jecieli Silva Ortega
Jessyka Midory Inoue
Josiane Martins Cavalcante
Julio César Vieira da Silva
Kelly Tainá da Silva Barbosa
Leonardo Gonçalves Aguilleri
Leonardo Guilherme Domingues de Aquino
Lucas Alves Cardoso
Lucas Bernardo da Silva
Lucas Brandão de Oliveira
Lucas Eduardo Rodrigues Moreira
Magda Ribeiro Candia
Maria Débora Missias Barbosa
Matheus Henrique Ferri
Maxilaine Oviedo
Milene Tagares de Moura
Mirele Andrade Garcete
Mirian Gonçalves Pereira
Murilo Santos Nakamura
Naiane Gomes dos Santos
Odinéia de Oliveira Ferreira
Olga Rodrigues Melgarejo
Patrícia de Lima Teixeira
Rafael Ferracioli Kuhn
Raison Moisés Machado de Souza
Raquel Pereira da Silva
Simone Peres Barbosa
Tatiane Gomes Bittencourt
Tiago Mota Veiga
Bruna Coelho Cadore
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